Precificação no fim do mundo!

Se você clicou nesse Link é porque você também quer saber como diacho pode cobrar pelo seu trabalho. Nem muito, nem pouco. Ou entao achou o titulo curioso e clicou hehe

 

 

Quero aqui passar algumas dicas pra você que trabalha com Motion e afins e o mercado local é.. vamos dizer assim: "Fraco" Eu sinto lhe dizer. Eu não tenho a formula definitiva. Mas tenho algumas dicas que podem te ajudar.

Nesses meu 10 anos no audiovisual eu errei bastante sobre isso. As vezes cobrava muito e não fechava o Job ou cobrava pouco e me ferrava, porque no final eu sempre tinha que entregar o job.

Então esse é o conselho master: Erre.

"Oh Lamek tu tá lombrado?". Você deve estar se perguntanto, mas lê ai que você vai entender. :D

O Brasil tem mercados de todos os niveis, o cara que mora em Rondônia não vai conseguir cobrar o mesmo de quem mora em São Paulo, então errar e tatear o mercado foi a solução que achei para chegar a um denominador comum na hora de cobrar. E com isso percebi que a precificação pode ser sustentada em 3 pilares.

Seu Mercado

Seu Trabalho

Seu Cliente

O seu valor e um cálculo extraído dessas três variáveis. Tá Lamek mas como eu faço isso?

O Mercado

Você primeiro tem que descobrir em que mercado você se encontra. Você descobre isso pesquisando tanto na internet como no face a face também.

Um exemplo de como você pode fazer isso?. Vou focar esse exemplo pra você que mora em alguma cidade pequena, ou que o mercado ainda não é tão desenvolvido:

Procure conhecer pessoas dá área. Achei-as em qualquer rede social ( ou bar heheh ) e perguntem a elas qual o valor médio de um profissional dá nossa área. Não tenha vergonha de perguntar, se Fulano não responder, fatalmente Cicrano vai. Porque o não vc já tem. Corra atrás do sim. Se ele responder você já tem um bom start certo?

O Profissional

Sabendo o valor de mercado o desafio agora é saber quanto vale seu trabalho. Uma boa dica é. Assista os comerciais locais. Você seria capaz de fazer aquilo? Se sim, ponha a mão na massa e faça. Quando terminar veja se ficou igual, ou melhor. Peça opinião ( Se quiser mandar pra mim, é so preencher o formulario de contato que eu adoro falar mal do trabalho dos outros... cof cof dar feedback hehehe) Compare o que você fez com o que viu na tv, e lembra do Cicrano que te respondeu sobre a media de salario? Manda pra ele, quem esta no mercado sempre pode precisar de alguem para indicação ou para ajuda-lo em algum projeto. Se você mandou bem, você acaba de virar uma opção viavél.

Se seu mercado é pequeno, não desanime sempre tem espaço para um novato, porque quem está começando tem a vantagem de ser barato, use isso a seu favor. Essa pode ser uma boa porta de entrada. Depois que você entrar e crescer no mercado e você achar que o Mercado não consegue mais pagar o que você acha justo para o seu trabalho, talvez seja a hora virar um freelancer ou abrir seu negocio. Mas não critique o mercado, ele não tem a missão de atender você, é justamente ao contrario. Você está ali para atender uma necessidade principalmente, evolua o bastante para que o terceiro pilar entre na sua vida.

O Cliente

Pode parecer polemico, ou ate contraditório, mas não da pra cobrar o mesmo valor para todo cliente. Mas ai entra uma questão que pode parecer meio anti-etico até, porque se a gente pensar, o trabalho as vezes é o mesmo, ou até maior fazer um trabalho para cliente pequeno. O pequeno as vezes não conhece os processos e isso demanda mais esforço do profissional para vender uma ideia ou explicar como funciona. Ta Lamek então porque fazer essa distinção? Pelo simples fato que você tem que se virar nos 30 para as contas do mês fechar.

Deixa eu explicar: Galera que trabalha em mercado pequeno tem um problema que os preços não são algo "padronizado", então vai da habilidade do artista analisar até onde o orçamento do cliente alcança e você tem que concordar comigo que se o orçamento for valido para ambos isso é o que vale. As vezes o orçamento do cliente pequeno não da pra fazer modafoca comercial 3D, mas se você for bem vai descobrir que o cliente nem precisa disso, só precisa modernizar suas postagens no Instagram ou então onde um Supermercado precisa de uma mídia interna eu nunca conseguiria cobrar o mesmo que para uma Loja de carros que quer um comercial para tv. Esse ultimo exemplo é um trabalho que você provavelmente levaria o mesmo tempo para os dois, mas não conseguiria cobrar o mesmo.

Então saber como identificar a necessidade do cliente e precificar baseado em seu nivel e no volume do mercado pode ser um bom começo para você não tomar tantos prejuizos. Mas não se pressione, você ainda vai errar, só use esse erro ao seu favor, isso é chamado de experiência! hehehe

Espero que tenha ajudado, qualquer pergunta arrocha ai nos comentarios ou me acha nas social network que eu responde de graça mesmo! :D

Vamo deixar de preguiça? Dicas basicas de como começar um projeto autoral!

Se você não trabalha com 3D, Motion graphics ou algo parecido, aconselho que pare. Não sei se posso te ajudar. Mas se quiser continuar, sinta-se a vontade.

Vou assumir que você chegou aqui decidido, e que vai fazer esse projeto custe o que custar. Aqui vou tentar explicar um processo de como você pode organizar suas ideias e contruir algo. A partir disso aconselho você a desenvolver o seu. O que vou dizer aqui não é regra é a forma que faço normalmente  e isso pode servir de norte para você.

Então:

Referências

Comece se referenciando bastante. Escolha o tipo de projeto que você vai fazer e comece a procurar sobre isso. Abaixo algumas dicas.

  • Procure empresas que trabalhem com o seu tipo de projeto. Ex: Eu quero fazer uma vinheta para televisão. Procure no Google quais são as empresas que fazem esse tipo de serviço. E olhe todos os seus trabalhos. Depois comece a olhar seus concorrentes, faça isso por dias.
  • Aprenda a usar um site chamado Pinterest, ele é uma agregador de links, lá você consegue montar uma biblioteca de referencias selecionando e catalogando as que você mais gostou.
  • Depois de selecionada todas referencias, escolha qual caminho visual vai seguir fazendo um moodboard. Moodboard é nada mais que um compilado de referencias visuais que lhe ajuda a tem um feeling de qual direção seu projeto vai tomar.

Abaixo um exemplo.

Moodboard.jpg

 

  • O processo seguinte se chama Styleframes, que são basicamente frames finais de seu projeto, mesmo que seja um video seu projeto, faça os stills de partes cruciais do seu “roteiro” isso vai te dar uma boa visão do escopo do projeto. Abaixo alguns Stylesframes de um projeto que fiz.
01_The right Song.jpg
07_In ways that images alone.jpg
  • Depois dos Styleframes pronto o seu desafio agora é dar vida ao seu projeto, caso você ache muito complicado ou não saiba como animar isso, volte para as referencias. Sobre isso a melhor dica que posso dar é : Imite Bastante. Não é vergonha você como estudo imitar um profissional que você respeita e a imitação vai fazer você errar o suficiente para aprender. Até que você chega no video final.

 

Lembre-se:

  • Referências
  • Moodboard
  • Styleframes
  • Animação Final

Não vou prolongar muito, essa é a versão resumida, claro que a bem mais do que isso, mas não vou tirar de você o prazer da descoberta.

Caso queira receber mais infos e dicas sobre, se inscreva no meu Newsletter, juro que não estou querendo vender nada! :D

Meu projeto de um ano, Parte 02: "A rapadura é doce, mas num é mole não viu?"

O titulo do post faz referência a um ditado nordestino muito usado, que tem mais ou menos esse sentido: A vitória é gostosa, mas ela vem depois de muito trabalho. Eu confesso que após ter feito os primeiros vídeos, fiquei meio esnobe. Depois de completado eu achei que tinha dominado o "esquema", rolou um pouco de vaidade pra ser sincero. Então veio os meses de Fevereiro e Março e deram uma voadora na minha pleura, pra eu deixar de ser abestado, porque eu acho que a vaidade me deu uma "cegada".

paul-rand.jpg

Em Fevereiro mais ou menos, o curso da SOM abordou muita parte teórica, desde os movimentos artísticos e como eles influenciaram a sociedade hoje, até os artistas que participaram desses movimentos. Depois tivemos uma abordagem geral sobre algumas "lendas" do Design Gráfico, entre eles Paul Rand. Em resumo esse cara apresentou alguns conceitos sobre Design que até hoje são usados quase como "manual".

Screenshot_1.png

Ai pensei "ah chapa, agora que eu manjo a porra toda, vou animar isso aqui"

Vai ser Cool!  Pensei eu. E estava sendo, postei e tal, achei irado e o exercício de Fevereiro tinha sido feito. Estava folgado e ia me dedicar um pouco mais ao curso. Ah aqui está/tá o resultado: 

Só depois de muito tempo e de alguns feedbacks é que percebi a série de problemas que eu precisava resolver antes de achar que tinha dominado o "esquema", o mais legal é que, depois de mais algum tempo eu me pergunto se esse tal de "esquema" "manha" "pulo do gato" existe. 

Em Março decidi fazer uma coisa que eu queria a muito tempo, um "Everyday" e escolhi o 36 days of Types para isso. Esse lance de fazer algo todo dia acabou sendo complicado porque eu não conseguia dar uma atenção melhor a estética e sempre que acabava eu estava insatisfeito. Mesmo assim continuei, no meio do processo eu percebi que eu estava adquirindo uma habilidade boa de mexer no Software (aqui no caso o C4D e o AE). Terminando os 36 dias eu vi que por mais que eu não tivesse uma evolução onde eu queria (na parte visual) eu tinha melhorado em algo importante também, que é dominar a ferramenta.

 

 

Em Abril eu estava com o último exercício do School of Motion e decidi transformar ele no meu próximo vídeo. Esse mês particularmente foi bem legal, fui escolhido o melhor aluno da minha turma e esse vídeo tomou proporções mundiais, com o dono da escola colocando meu vídeo no Newsletter dele e outras coisas mais. Foi um dia de princesa, todo mundo tinha achado massa meu vídeo, me chamaram de Ousado, de doido, de atrevido, Ariel Costa Genérico, Imitador de Ariel Costa e por ai vai, sem duvida ele foi minha inspiração e eu meio que levava isso como elogio. Se me achavam imitação dele, é porque no mínimo meu job estava bom hehehe. Depois desse dia de princesa eu fiquei me perguntando por que esse vídeo tomou essas proporções e os outros não? Pensei um bom tempo sobre isso. Eu só sei que nesse job eu coloquei tudo que tinha aprendido tanto com meu projeto pessoal quanto no meu curso. Eu fiz esse como se eu tivesse sido bem pago por ele, eu refiz o layout várias vezes e refiz a animação tantas outras vezes, então provavelmente era porque:

 

giphy-downsized.gif

Eu precisava ser mais cuidadoso com os meu projetos.

 A final, eles são o meu ganha pão e ter cuidado com eles me fazia elevar o nível da qualidade. Pra mim esse foi o ponto de ruptura. O meu cuidado tinha sido reconhecido. Fiquei super feliz por ver gente me elogiando, gente que eu admirava muito o trabalho, achando massa o vídeo. Mas a real recompensa foi essa, um pouco de AMADURECIMENTO PROFISSIONAL. Eu ainda preciso ter mais cuidado com meu trabalho, acho que esse caminho aumenta meu critério. E acho que esse "cuidado" tem que ser crescente sempre. 

Aqui um pouco do Premium Beat.

Referencia

 

Moodboard

Moodboard.jpg

Styleframes

01_The right Song.jpg
04_It excites you.jpg
07_In ways that images alone.jpg
02_Is Powerful.jpg
06_It move you.jpg
15 - Sample.jpg

 

Breakdowns

Final

Ficar "famosão" me deu oportunidade de trabalhar para fora do Brasil e fazer um trabalho onde o cara disse que queria meu estilo impresso nele. Foi bem legal de ouvir, massageou bem o ego hehehehe, mas isso eu conto na próxima matéria blz? Juro que é a última hehehe. 

Meu projeto de um ano, Parte 01: " A gente tem que meter é o louco!"

Antes de mais nada, queria dizer que esse texto tem o intuito de ajudar. Ficarei super feliz se alguém for ajudado pelas experiências que vou transcrever aqui. Minha intenção não é ditar verdades e sim expor o que passei durante esse projeto de um ano. Ah, você que se sentiu ajudado, não precisa compartilhar este texto, ou me agradecer. Não que eu ache ruim, mas prefiro que como recompensa você faça o mesmo, tente ajudar alguém, mesmo que essa pessoa não seja da área.

Outra coisa, já vou pedindo desculpa pelo português, isso nunca foi o meu forte e eu não to com orçamento para pagar uma revisor@, rsrs (EDIT: Ricardo Antonio me deu um Help no texto, Brigadão man!).

Então:


No início de novembro de 2016 resolvi virar Freelancer, assim do nada. Foi uma decisão difícil, eu não havia feito economias nem captado clientes, enfim, eu não havia planejado nada. Mas na minha vida eu sempre tive que arriscar para que as coisas acontecessem, como minha primeira campanha política, onde fiquei encarregado pelo Motion e Finalização sendo que eu NUNCA havia aberto o After Effects na vida. Mesmo assim, aceitei o job já que na época eu não tinha nada a perder. – A Campanha era no interior do Ceará, aproximadamente 300 Km de onde eu morava. Pedi a minha mãe R$ 50,00 da passagem de volta, pois se algo desse errado eu saia correndo e pegava um ônibus hehe. Fiz várias coisas corajosas assim (ou estúpidas, depende da leitura) e depois de muitos erros e acertos eu percebi uma verdade fundamental sobre o meu universo e tudo mais: "A GENTE TEM QUE METER É O LOUCO!"

Eu estava me sentindo estagnado no meu emprego e acho que para um profissional, que vive da criatividade, isso é um pesadelo. Então depois de fazer esta loucura e passar quase um mês sem trabalhar ou fazendo pequenos trabalhos para pagar as contas, eu fui abençoado com uma ideia: “Já que não tenho portfólio, vou me arrebentar para criar um”. Resolvi que durante 1 ano, eu iria criar um vídeo por mês, mas um que quando eu terminasse, me sentiria orgulhoso de colocar em meu portfólio.


 Foto Ilustrativa. Créditos na imagem.

Foto Ilustrativa. Créditos na imagem.

Decidir qual seria o primeiro projeto já foi um desafio. Comecei vendo material do mundo todo, heróis, filmes, algum tema que me prendesse a horas em frente ao computador. Depois de algumas tentativas, sem querer esbarrei em um texto sobre um cangaceiro. Esse texto imediatamente me relacionou a Patativa do Assaré, que foi um poeta muito conhecido no Ceará. Ele cresceu basicamente sem educação e tinha poesias, que mesmo com suas palavras “erradas”, romantizava de uma maneira muito bonita o sofrimento e coragem do povo nordestino.

.

 

Depois de pesquisas e muitas referências, achei que deveria me inspirar com os trampos que acho foda. Fui em busca de profissionais que me agradavam e me faziam dizer “TACAMULESTIA” sempre que assistia algo deles. Fui direto nos trabalhos “modafocas” do Marcel Ziul, Mau Borba (State Design) e do Ariel Costa. Depois de garimpar, achei que essas referências se encaixariam com o que eu tinha em mente. Comecei analisando os materiais, quase que frame a frame e percebi que o buraco era mais em baixo. Eu não fazia nem ideia de como fazer algo semelhante a esses Jobs, mas botei na cabeça o seguinte: Vou tentar chegar o mais perto possível desse nível de qualidade, se eu alcançar 20%, que seja, já foi um baita aprendizado.

Eu nunca havia feito algo tão trabalhoso, me lembro de poucas vezes ter criado a arte do filme e sempre que fazia era um desastre, mas aqui o desafio era outro, eu tinha que criar algo significativo para mim. Pesquisei coisas mais relacionadas a processo de produção, storytelling entre outras coisas que eu nunca havia dado atenção. Enfim achei uma matéria no School Of Motion sobre processo para construção de um curta metragem. Este é o link, comecei meio que a imitar o workflow dele e iniciei o storyboard. “Chessus”, o negócio era feio viu! Refiz tanto que perdi a conta. Mas ele só serviria para me dar uma ideia do escopo do projeto, e me serviu bem. Aqui os frames “bonitos”, rs rs:

01_story.jpg
04_story.jpg
06_story.jpg

Eu tinha que elevar minhas skills de alguma maneira, então tratei de testar técnicas novas. Nesse vídeo eu apelei pela primeira vez à Cel Animation, foi bem primário o que eu fiz, mas já serviu para dar um aspecto “handmade” à animação. Esse aspecto era importante para fazer uma ligação visual ao Nordeste onde o artesanato é muito forte.

 

Neste vídeo, também trabalhei o 3D mais como auxilio ao 2D. Aplicar texturas 2D em um ambiente 3D me deu liberdade de câmera:

cena 01.gif

E também liberdade para criar alguns efeitos que eu não fazia a mínima ideia de como criar em 2D.

Transicao.gif
transicao_1.gif
Cena 04.gif
Cena 06.gif

Entra idas e vindas e alguns tropeços, cheguei a esse resultado:

Após mostrar para alguns amigos, ter feedbacks positivos e sentir essa satisfação que ainda não havia provado, de ter um filme legal sendo concebido do início ao fim por minhas mãos, firmei o compromisso comigo mesmo de seguir em frente.

Impulsionado pelo sucesso pessoal do vídeo do Patativa e pela deficiência que senti na parte de Design, decidi entrar na School of Motion e fazer o Design Bootcamp. Foi uma grana que desembolsei, mas como dizia o “poeta” Andrew Kramer: “invista em você mesmo”. Quebrei o cofrinho e paguei pelo curso, começando em janeiro junto com o próximo projeto, uma releitura da Main Title de um filme que eu gostava muito. O problema era que o curso tinha uma carga horária puxada e eu não queria desistir do projeto logo no começo. Era foda conciliar a vida pessoal com esse trampo e foi aí que entrou minha esposa Keliane, – vou aproveitar para agradecê-la publicamente, porque sem o apoio e a paciência dela eu não teria terminada nada disso. Pois apesar de todos os problemas e desafios ela não deixou de me apoiar um frame se quer. Muito obrigado Nega” Um xero no cangote. Te amo Pacas.


O que eu achei que seria um problema acabou sendo uma benção. Eu sabia que tinha um defeito muito grande em relação a design, porque comecei estudando errado, sempre fui um cara que “manjava do programa” e isso estava me resumindo a um “apertador de botões”. Então ai vai um concelho que recebi do meu sensei Felipe Seabra, grande 3D generalista hoje aposentado/trocou de missão, que por ser lento demorei a entender hehehe:

Aprenda a aprender, otimize seu aprendizado estudando da maneira certa

Parece meio óbvio né? Mas ainda vejo uma “pá” de gente se enfiando no software antes de aprender o básico, como o que é cor complementar, por exemplo. E se você consegue equilibrar isso, seu aprendizado é otimizado. Então nem preciso dizer que o curso explodiu minha mente nesse sentido.

E sempre fazendo relação com o que ia prendendo no curso, fui criando Styleframes (foi ai que conheci esse danado) do projeto sobre a releitura da intro do Dirty Harry. O processo foi o mesmo, referências, depois styles e depois animação.

Nas referências eu acabei indo para vários estilos e fui captando um pouco de cada e implementando na história e conceito que uma intro deve ter. 

Esse vídeo em particular, me trouxe um problema bem peculiar: Como sair de um Styleframe para um vídeo final? Esse processo de transição do estático para a animação eu tive que desenvolver. Se você perceber, o vídeo final está diferente dos Styles. Eu basicamente não consegui reproduzir o visual que fiz no Photoshop para o AE. Apesar do problema, eu precisava entregar o material, pois o mês de janeiro já estava acabando. Resolvi que era melhor finalizado do que engavetado.

Aqui o video final.

Mas na soma de tudo, acabou que não foi de todo ruim, aprender como se produzir uma peça desde seu início até o seu final é algo muito precioso, profissionalmente falando. Esse foi o segundo que fiz.

Com esse vídeo eu comecei a entender uma frase de Timothy Samaraque que li a muito tempo:

As regras podem ser quebradas, mas não podem ser esquecidas

Eu nunca dei muito valor ao design porque sempre achei que não precisaria disso, tipo quando assistia as aulas sobre parábolas e vetores na escola e achava que nunca iria usar isso em vida. Meus professores hoje riem da minha inocência, eu tenho certeza. Depois disso tudo, a sensação que tinha era de que aprender as regras era um guia que eu tinha ganhado para ser criativo. Essas regras me ajudavam a entender como a ideia surgia e como eu poderia guiar minha linha de raciocínio, como eu poderia usar ela para resolver um problema, ganhar dinheiro e consequentemente pagar os boletos. Mas, logo descobri que isso não é uma ciência tão exata assim.

Nem tudo são flores e os tropeços fazem parte, porque não dizer: São extremamente necessários.

Vou parando por aqui para que a matéria não fiquei muito chata. Em alguns dias solto a Parte 2 de 3 dessa sequencia.

Vlw Galera um abraço!